Chuva é apontada como a principal suspeita do crime da Rua 11

Rua 11 do Maiobão

A chuva está sendo apontada pelas autoridades luminense como a principal suspeita de ter aberto uma cratera na Rua 11 do conjunto Maiobão, em Paço do Lumiar, colocado em risco a estrutura das residências e a vida de centenas de moradores na tarde da última terça-feira (2).

As autoridades investigam ainda a participação de mais dois elementos, que segundo testemunhas, estariam em companhia da chuva no momento em que a rua foi destruída.

Os nomes dos dois suspeitos não foram revelados pelas autoridades para não atrapalhar as investigações, mas nós tivemos acesso ao depoimento de uma testemunha que estaria nas proximidades da Rua 11 no momento em que a cratera foi aberta.

Em depoimento às autoridades, a testemunha confirmou a participação dos elementos Relâmpago e Trovão na cena do crime, mas não soube precisar qual a participação de cada um na ação delituosa.

Para o advogado Bergomo Elguiberto da Silva, que defende os suspeitos, não existe provas suficientes que comprove a participação da chuva na destruição da Rua nem do Relâmpago e muito menos do Trovão.

“O que existe aqui é uma clara tentativa de se criar uma cortina de fumaça para esconder da sociedade luminense o rosto do verdadeiro criminoso, que está solto e pondo em risco a vida das pessoas”, afirmou.

Segundo o advogado, causou espécie a recusa da autoridade responsável pela condução do inquérito de ouvir dois elementos citados por testemunhas como os principais responsáveis pelo crime da Rua 11.

 “Sinceramente me causou espécie a recusa da autoridade responsável pela condução da peça informativa de não ouvir os principais responsáveis pelo crime”, revelou.

Ainda segundo o advogado, não se deve atribuir à chuva um crime que ela não cometeu. De acordo com a defesa, o verdadeiro responsável pelo crime é quem detém a responsabilidade de construir novas galerias, fazer a manutenção das existentes e não o fez.

 “É público e notório que quem deixou de desobstruir e construir novas galerias é o verdadeiro culpado”, afirmou.

O advogado revelou que vai pedir dentro dos próximos dias uma nova investigação do caso ás autoridades federais. E ele espera que dessa vez o verdadeiro culpado seja investigado e preso.

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