Andrea Murad diz que protocolou representação na PGR pedindo intervenção na segurança pública


Deputada Andrea Murad
Em discurso na tarde desta segunda-feira (23), a deputada Andrea Murad (PRP) comunicou que protocolou representação na Procuradoria Geral da República, “denunciando o conteúdo de documentos do Comando de Policiamento do Interior sobre o suposto monitoramento de lideranças de oposição ao governador Flávio Dino (PCdoB)”.

Segundo a deputada, o memorando encaminhado a todos os comandos de Policiamento de Área, divulgado na imprensa, “revela o uso da estrutura do governo para benefício de um único partido, um único pré-candidato ao governo”.

Andrea Murad afirmou que os documentos pedem que “os comandantes informem as lideranças que fazem oposição ao governo local, ‘ex-prefeito, ex-deputado, ex-vereador’, ou ao Governo do Estado que podem causar embaraço no pleito eleitoral”.

”E, além desse levantamento eleitoral, solicitam nome, telefone e demais informações pessoais dos juízes eleitorais, promotores e prefeitos de cada município”, destacou a parlamentar.

Andrea Murad ressaltou, ainda, que “são ilícitos gravíssimos com o único objetivo de favorecer a reeleição do governador Flávio Dino”.

Ela também falou sobre o secretário de Segurança, Jefferson Portela: “vale lembrar que é filiado ao PCdoB. É membro do partido comunista. Trabalha para beneficiar os projetos do seu grupo. Está ali, desde sempre, operando para engrandecer os projetos políticos de seu partido”.

Em seu pronunciamento, a deputada fez, também, questionamentos: “Por que vocês acham que ele nunca saiu da Secretaria? O governador o mantém permanentemente e diligentemente no cargo para favorecer os interesses particulares do partido comunista. A mando de quem? Lógico, do governador Flávio Dino”.

A deputada Andréa Murad disse que está “requerendo que a Procuradoria represente ao Supremo Tribunal Federal, para que seja feita intervenção federal na Segurança Pública do Estado, no sentido de que sejam designados interventores para comandar a Secretaria e o Comando da Polícia Militar do Maranhão no pleito eleitoral de 2018”.

DEMOCRACIA 

Andrea Murad ressaltou que “o livre exercício das liberdades individuais e das eleições livres e democráticas, assegurado a todos os brasileiros na Constituição Federal, está sendo violentado pelo governador Flávio Dino, ao transformar a Polícia Militar em polícia política típica dos sistemas totalitários, como fez Hitler com a Gestapo e Stalin com a KGB”.

A parlamentar voltou a citar o que caracteriza como “escândalos que têm tomado a gestão do governador Flávio Dino” e também destacou a necessidade de demitir o secretário Jefferson Portela.

 “Este memorando da PM é apenas um dos fatos criminosos que chocaram a todos nós com ampla repercussão nacional, inclusive com a abertura de investigação de ofício pelo procurador regional eleitoral, Dr. Pedro Henrique. Cito ainda o enforcamento do médico Mariano, os habeas corpus do secretário de Saúde para evitar uma investigação que pode derrubar o governo e culminar com sua prisão, todos negados”, ressaltou.

Outro assunto levado pela deputada à tribuna foi a denúncia de que teria ocorrido “delação forçada de um réu para incriminar um deputado”.

“E quero já requerer aqui, verbalmente, quais as providências que esta Casa adotará para defender o deputado Cutrim”, disse Andrea Murad. Ela destacou que “se o governador não o demitir imediatamente, é porque comandou a ordem para que a polícia perseguisse a oposição onde pudesse haver embaraços eleitorais na sua campanha para a reeleição”.


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